Outro domingo especial, acordei feliz... com meu amor ao meu lado e toda faladeira, contente. Desci e minha família já estava encaminhando o churrasco, comemos, conversamos, até chegamos a falar sobre "minçangas - a arte de acalmar". Eu fazia quando criança e pior ainda: montava uma barraquinha com uma caixa virada para baixo e ficava oferencendo minha mercadoria. Minha tia também faz e agora minha "sobrinha" também. Chegamos até a combinar de fazer algum dia.
Mas enfim, meu amor me disse de uma vontade dele: de ir nadar. E como também sou afixionada por ela, resolvi que iria, de qualquer jeito nadar. Minha mãe não queria deixar, pois sai do hospital à uns 4 dias. Mas eu quero aproveitar e sou persistente. No final das contas resolvemos ir no "pátio" de minha cidade: As Cataratas do Iguaçu.
Pegamos o ônibus até lá, chegamos e pegamos a cortesia do pai de uma amiga que mora lá (e ela também). Subimos no ônibus. Vimos as primeiras vistas, preciosas, quem conhece sabe a energia daquele lugar. Fiz uma coisa que na verdade, era a vontade do meu amor: dei um berro para me sentir "dona" do lugar, depois ele fez isso também...
Continuamos andando e em busca de um banheiro, para carregar a garrafa de água e a imaginação. Depois, tudo era como se a força da natureza estivesse conosco e começamos a ter belas visões, para fotos e para ficarem marcadas na memória por um BOM tempo.
Chegamos na passarela, o momento no qual da vontade de parar a cada "ventinho de água" (estava uns 35º). Eu e meu amor paramos, e de repente um arco-íris surgiu, no começo não percebemos, mas logo flagramos que o começo e o final dele se encontravam no mesmo lugar: em nós. Foi um presente de Deus, tenho certeza que não é viagem. Nos sentimos privilegiados por receber um presente tão nobre: ser o final e o começo de um arco-íris, por um momento o ouro que guardamos dentro de nós foi explicitamente claro, para todos.
Continuamos admirando a paisagem que carregava a energia de um templo, o templo onde todos se encontram, cada um do seu jeito e eu me encontrei com a minha alma gêmea. Foi ótimo, nosso primeiro casamento.
Ainda fomos ver a garganta do diabo e então me surgiu esse poema:
Água
A água vai suavemente
escorrendo pela pedra musgada
de repente
se entra em choque com
uma enorme queda.
Ela cai, mas não se desmancha
nem se machuca na pedra
pelo contrário,
cai como uma neve,
se vista lentamente
e com sua força
molda pedras fortes
e com sua força
se dissolve no ar.
A água vai suavementeescorrendo pela pedra musgada
de repente
se entra em choque com
uma enorme queda.
Ela cai, mas não se desmancha
nem se machuca na pedra
pelo contrário,
cai como uma neve,
se vista lentamente
e com sua força
molda pedras fortes
e com sua força
se dissolve no ar.
Meu domingo foi esse, mágico. Com visões que ficaram marcadas na minha mente por muito tempo, na minha e na do meu amor...

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